INSTITUTO SOPHIA

ISE - É UM INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DE FILOSOFIA, PREOCUPADO COM O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO DE FILOSOFIA E EM FILOSOFIA, CONTUDO, SE PREOCUPA COM POLÍTICA, HISTÓRIA E A ARTE DE PENSAR, POIS, A FILOSOFIA É A ARTE DE CRIAR CONCEITOS.
Idealizadores: MARCEL LOPES e LISA LOPES + GRUPOS (FILÓSOFOS e EDUCADORES)

SEJAM BEM VINDOS!

Irreverência, sarcasmo e bom humor fazem parte de nossas vidas, pois, aprendemos com a filosofia - a perceber o mundo de várias maneiras.

++SE VIVEMOS CAINDO EM ABISMOS, É PORQUE ESCOLHEMOS ABISMOS PARA CAIR++

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PARTE DA POPULAÇÃO NÃO ACREDITA MAIS

 O VOTO NULO É UMA DEMONSTRAÇÃO DE INSATISFAÇÃO DA POLÍTICA VIGENTE, PRECISAMOS DE MUDANÇA JÁ!

 ESTAMOS PASSANDO POR UM MOMENTO QUE PODERÁ SER HISTÓRICO NOS ANAIS DA POLÍTICA, AQUI NO DISTRITO FEDERAL, PODERÁ OCORRER UM TOTAL ENORME DE VOTOS NULOS, SE ISSO OCORRER DEMONSTRARÁ MAIS UMA VEZ QUE UMA GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO NÃO ACREDITA MAIS EM PROMESSAS E NÃO ACEITA ESSA POLÍTICA SUJA QUE VEM OCORRENDO DURANTE ANOS APÓS ANOS/ELEIÇÕES APÓS ELEIÇÕES.
    O VOTO NULO, É SIM, UMA FORMA LEGÍTIMA DE PROTESTO DOS ELEITORES, E QUEM NÃO CONCORDAR COM AS PROPOSTAS POLÍTICAS QUE ESTÃO SENDO APRESENTADA, OU MELHOR, QUE NÃO CONCORDAR COM POLÍTICOS E PARTIDOS QUE A NÓS SE APRESENTAM, VOTAR NULO É UMA FORMA DE DIZER BASTA DESTA POLÍTICA SUJA!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O SUJEITO E A RELIGIOSIDADE

POR LLOPES - Graduada em Filosofia / Pós em Ensino de Filo. e Gestão Escolar.


No século XVIII, o sujeito ao nascer já era privado de sua liberdade. Suas pernas eram esticadas, seus braços presos rente ao corpo sua cabeça imobilizada por faixas e panos, eram os famosos cueiros. “seu primeiro sentimento é o de dor e de sofrimento: eles só encontram empecilhos a todos os movimentos que precisam fazer. Mais infelizes do que um criminoso algemado fazem esforços inúteis, ficam irritados, gritam. Seus primeiros sons, ao que se diz, são choros (...). Os primeiros presentes que lhes dão são correntes, os tratamentos, torturas. Não possuindo nada livre além da voz.” (Jean Jacques Rousseau. Textos filosóficos, Ed. Paz e Terra - Coleções Leitura, São Paulo 2002 - pág.99) Proibido de movimentar-se, de esticar seu corpo, a criança crescia com deformações físicas, isso quando sobreviviam. Muitas morreram quando com o peito fortemente comprimido, impossibilitando a circulação sangüínea; enroladas no cueiro eram facilmente transportadas e empendoadas em pregos como sacolas, pela suas amas que a deixavam ali sem nenhuma preocupação com seus gritos e rostos arroxeados. A morte seria mera fatalidade, já que não tinha fraturas nos membros sua “tão cuidadosa e amorosa” ama não era culpada. Enquanto isso, suas mães ficavam a gozar dos prazeres da sociedade. E assim, milhares de sujeitos foram criados; pois nos cueiros as crianças não poderiam ser colocadas em situação perigosa e seus membros cresceriam; crianças soltas era um perigo!
Mudou a forma de aprisionar a criança ao nascer, não sei qual a pior; antigamente a prisão era mais física, atualmente é mais psicológica. As crianças ao invés de estarem em cueiros encontram-se envolvidas por crenças que a fazem perder a autenticidade individual. A mãe é a primeira a favorecer esta perda, com cantigas de ninar aonde “o bicho vem te pegar” ou “papai do céu vai te abençoar”, faz a iniciação do processo de alienação e domínio capitalista. O grande problema é o processo introdutório de crenças religiosas na consciência do sujeito. Ao nascer à criança está submetida automaticamente pelo primeiro Aparelho Ideológico do Estado, a religião. Os pais começam a passar para a criança deste muito cedo a idéia de Deus. Um Deus bom, onipresente, onipotente, onisciente e transcendental; crescer acreditando em uma entidade superior que vigia e castiga algo que não pode ser visto, mas tem que ser sentido, pois justifica a vida humana. Parece-me confuso para a criança que abstrai concretamente ter que acreditar em algo que não vê, não sente e que esta fora de seu alcance, porém acredita por que seus pais, os primeiros que tem que passar segurança e proteção, também acredita. Sem muito indagar se submete a esta crença. Esta criança se desenvolve e passa por todo o processo natural da vida firmada em doutrinas religiosas; o círculo vicioso continua normalmente, pois ele se casa e inicia o mesmo processo que foi submetido, e assim a linha de montagem de cordeiros ou humanóides prossegue sem cessar. Mas, por que o sujeito tem este comportamento? Por que o sujeito recorre ao divino quando está passando por problemas do mundo? Qual é o verdadeiro sentido da religião no sistema capitalista? Por qual motivo a religião é um Aparelho Ideológico de Estado que exerce tanta influência? Por que os indivíduos procuram refúgio na instituição da Igreja?
Segundo Freud a religião é a “regressão do adulto ao mundo ideal da criança. Ao mesmo tempo, a criança sabe que precisa do pai. Com isso constitui-se o conflito entre amor e ódio, afeição e hostilidade, admiração e medo do pai. Tais desejos serão exilados para o porão do subconsciente. E a criança aprende o que se proíbe e o que se permite em seu meio cultural, apropriando-se internamente desses preceitos e dessas proibições. Assim forma-se o superego. Este é um fator cultural transmitido através do pai e atua na criança e no adulto como censura.” (Urbano Zilles. Filosofia da Religião, Ed. Paulus, São Paulo, 1991 – pág. 145). O pai representa um dominador que impõe normas e leis ao filho, este por sua vez sente ódio, mas mesmo assim o ama incondicionalmente. A religião então seria apenas esta transferência de dominador, do pai físico para um pai transcendente.
Freud acreditava que a religião teve início com o homem primitivo, que antigamente se dividiam em clã e tinham um animal como protetor da tribo; com o decorrer do tempo o homem passou a comê-lo e transferiu o sentimento de proteção a enormes esculturas de madeiras, nasce então o totem que passa a ser o deus do clã. O homem reconhece a obrigação da exogamia do totem e evitam as lutas entre eles, na conquista da fêmea por exemplo. A renúncia do comportamento instintivo do homem da inicio a organização social; o sentimento de culpa deu origem à religião.
Feuerbach defende a idéia que o homem criou Deus por transferência, na verdade o sujeito deseja ser eterno onipresente e onipotente, como não há esta possibilidade criou uma entidade que se atribui todos os adjetivos que almejava. Deus na verdade é o próprio homem, pois não existe fora dele. “Os símbolos religiosos não são vazios, nem se referem a Deus, mas ao próprio homem. Religião é antropologia. Tudo o que o homem fala acerca de Deus, através da linguagem religiosa, nada mais é do que confissão de seus desejos, projetos e aspirações. Por isso precisamos amar não a deus, mas ao homem: crer não em Deus, mas no homem; interessar-nos não pelo além, mas pelo aquém.” (Urbano Zilles. Filosofia da Religião, Ed. Paulus, São Paulo, 1991 – pág. 112).
Já para Marx, a Religião é o “ópio do povo”. A religião tem a função de anestesiar o homem, transformá-lo em sujeito passivo diante os poderes repressores do Estado. Aceitar e conforma-se com as condições sociais, pois tudo é e acontece como Deus deseja. A Religião tem a função dá esta sensação ilusória de liberdade espiritual, enquanto o povo encontra-se algemado pelo poder de alienação do sistema capitalista.
Como estruturalista, Michel Foucault acredita que o poder capitalista burguês é algo físico e que os hospitais, as escolas, a família são regimes disciplinares indispensáveis para a manutenção da estrutura social. Foucault alerta também para a suposição da existência de um sujeito humano, “antes de colocar a questão do corpo, dos efeitos do poder sobre ele. Pois o que me incomoda nestas análises que privilegiam a ideologia é que sempre se supõe um sujeito humano, cujo modelo foi fornecido pela filosofia clássica, que seria dotado de uma consciência de que o poder viria se apoderar.” (Michel Foucault. Microfísica do Poder, 11ª reimpressão, pág.148).
“Somos o Rebanho de Deus”, dizem os padres e pastores, cordeirinhos medrosos que apenas obedecem. A religião é um aparelho ideológico que atinge a todos, letrados e analfabetos; e é covarde pois subtrai a coragem e a possibilidade de revolução do indivíduo quando ele ainda é apenas um bebê. “Somos filhos de Deus”, não por opção, mas por oposição do sistema que almeja operários sem ação; sujeitos sem autonomia; A religião produz ideologias para modelar o comportamento do sujeito, enquanto isso a família faz seu papel passando em geração em geração estas ideologias. Devido isso, acreditamos que a religião, a fé no subjetivo, seja mais eficiente que a escola, pois ele é o primeiro que a sujeito tem contato e ainda são passados pelos pais, aqueles que a criança tem tanta confia; confiança esta que será transferida para o divino quando adulto.

domingo, 2 de maio de 2010

Jean-Jacques Rousseau

DISCURSO (confira na biblioteca do site)

SOBRE ESTA QUESTÃO PROPOSTA PELA ACADEMIA DE DIJON:

QUAL É A ORIGEM DA DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS, E SE É AUTORIZADA PELA LEI NATURAL



     Rousseau, com os seus companheiros enciclopedistas e da maçonaria, nos ensinou a respeitar o ser humano, amar a natureza e a sentir paixão pela liberdade. Foi devido a essa influência, pelo menos em parte, que lutamos contra o jugo português, proclamamos a República, enfrentamos a ditadura do Estado Novo e o regime militar. Aprendemos também a defender as florestas, os animais, a vida enfim.
     Em "Sobre a origem da desigualdade", Rousseau mostra o caminho histórico percorrido pelo ser humano, passando do estado de natureza para o estado civilizado. Discute as contradições e antagonismos que permearam esse processo e defende a volta ao estado natural, sob novas formas. Suas concepções sobre o Direito Natural, no Prefácio, são brilhantes. A conclusão final nos leva a pensar e, espero, a agir um dia:
     "Essa distinção determina suficientemente o que se deve pensar, nesse sentido, da espécie de desigualdade que reina entre todos os povos policiados, pois é manifestamente contra a lei da natureza, de qualquer maneira que a definamos, que uma criança mande num velho, que um imbecil conduza um homem sábio, ou que um punhado de pessoas nade no supérfluo, enquanto à multidão esfomeada falta o necessário".
     Liberdade também se aprende, com Rousseau o caminho é mais breve.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MANUAL DO ASSASSINO EM SÉRIE

É INCRÍVEL A CAPACIDADE QUE AS 'PESSOAS' DESENVOLVEM, DE MASCARAR, FANTASIAR OU ATÉ MESMO MUTAR( mutação) A 'REALIDADE' DIANTE DO INACEITÁVEL OU INCOMPREENSÍVEL. VEJAM A QUESTÃO DA MORTE, DIANTE DE UM DESAPARECIMENTO DE UM ENTE, SUJEITOS LEVANTAM TODAS AS TEORIAS IMAGINÁRIAS, QUE POSSA EXPLICAR TAL FATO, PORÉM, A ÚNICA ORDEM QUE DEVERIAM TER SEGUIDO, SERIA UMA SEQUÊNCIA DE PASSO A PASSO, JÁ DESENVOLVIDA PELO -FBI-, DE CERTO É UM MANUAL QUE ATÉ MESMO UM LEIGO ENTENDE, QUE DÁ UM PERFIL DE VÁRIOS TIPOS DE -SERIAL ASSASSINO-.


"Existem vários aspectos psicológicos que os serial KILLERS têm em comum, tanto no que diz respeito à sua ação quanto ao seu passado." Livro(Serial Killer - Louco ou Cruel? de Ilana Casoy)

ESTAMOS FALANDO DO CASO DA CIDADE DE LUZIÂNIA-GO, SE OS PERITOS TIVESSEM SEGUIDO O MANUAL, DE CERTO QUE TERIAM PEGO O RESPONSÁVEL PELOS CRIMES NO PRIMEIRO MÊS DE INVESTIGAÇÃO, E TALVEZ TIVESSEM EVITADO DOIS OU TRÊS CRIMES. BOM, VÁRIOS ERROS FORAM LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO, A RESISTÊNCIA DA POLÍCIA LOCAL EM ACEITAR AJUDA DA POLÍCIA FEDERAL, NÃO DIVULGAR INFORMAÇÕES NA MÍDIA (mesmo que fantasiosas), ISSO DEIXOU O ASSASSINO A VONTADE PARA COMETER MAIS CRIMES, LHE DEU UMA SENSAÇÃO DE LIBERDADE. O PIOR DE TODOS OS ERROS REALMENTE, FOI NÃO TER SEGUIDO O MANUAL DESENVOLVIDO POR ESPECIALISTAS NOS CASOS DE ASSASSINOS EM SÉRIE, ALÉM DE APRESENTAR UM PERFIL, ELE APRESENTA PROVÁVEIS ATITUDES DE UM ASSASSINO (cometer crimes perto ou longe da sua residência, maneiras utilizadas para cometer os crimes e outras), COM ISSO TERIAM FEITO UM LEVANTAMENTO LOCAL DOS MORADORES, E TERIAM CHEGADO AO RESPONSÁVEL MAIS RÁPIDO. O ASSASSINO, COM SETE DIAS QUE SAIU DA PRISÃO FEZ A PRIMEIRA VÍTIMA, PEDÓFILO, 'DIFICULDADE EM VIVER EM SACIEDADE' E TINHA O PERFIL JÁ DETERMINADO DE ASSASSINO EM SÉRIE.

ENTÃO, NÃO HÁ MUITO O QUE SE COMEMORAR, POIS, A DEMORA LEVOU PELOS MENOS MAIS DUAS VÍTIMAS, ENQUANTO ISSO, MÃES ESPERAVAM EM DEVANEIOS, REENCONTRAR SEUS FILHOS VIVOS, POIS A ÚNICA INFORMAÇÃO QUE TINHAM ERA SOBRE FAZENDEIROS E TRABALHOS ESCRAVOS. Leiam sobre o assunto: Serial Killer - Louco ou Cruel? de Ilana Casoy, Editora WVC.


LAMENTAMOS MUITO A PERDA DOS FAMILIARES.

sábado, 3 de abril de 2010

CAVERNA DO DRAGÃO: O ÚLTIMO EPISÓDIO (A filosofia por traz do desenho)

VINGADOR:
“- Então, o Mestre dos Magos
nalmente mostrou sua real face.
Vocês nunca se perguntaram
porque os conselhos dele sempre
os levaram para batalhas, e nunca
de volta para seu próprio mundo?


- Tem sido conveniente para
vocês encarar o Mestre dos Magos
como bom, e a mim como mau.
Mas as coisas não são tão simples.


- Eu lhes permiti viver antes.
Ajudem-me agora, e eu lhes concederei
o seu maior desejo. Eu
os mandarei de volta para seu
mundo.


- Longe, ao sul, situa-se a
Fronteira do Reino. Lá vocês
encontrarão um cenotáo. Uma
tumba vazia. Dentro está uma
chave, a qual vocês devem lançar
dentro do Abismo.”


(O santuário agora está vazio, exceto pelo sarcófago e pelos garotos. Diana aponta para a parede desmoronada e o abismo além. Os garotos se aproximam cautelosamente da parede ruída e olham através dela para o abismo derradeiro. Na Fronteira do Reino, um desladeiro innito mergulha na noite nevoenta milhares de milhas abaixo. Estrelas piscam nas profundezas. Vagamente visível é a sugestão de pilares titânicos, do tamanho de continentes, que apoiam o Reino. Sheila se aproxima da abóboda. Quase oculto entre o entalhe da ornamentação está o buraco de uma fechadura. Presto se aproxima do sarcófago e olha para o rosto da gura esculpida ali. Ele reage com espanto. Finalmente é possível ver claramente a gura esculpida. É um homem em roupagem de guerreiro, braços cruzados sobre o peito.)


Requiem pode ser considerado o verdadeiro nal de Caverna do Dragão. Escrito há quase quinze anos, a história traz algumas revelações surpreendentes e um desfecho que certamente agradaria os fãs.


O FINAL OFERECIDO PELO ESCRITOR MICHAE REAVES DE CAVERNA DO DRAGÃO, PODE AGRADAR OS FÃS, MAS SE PERGUNTÁSSEMOS A Nietzsche, ELE NOS DARIA UMA LIÇÃO DE SUPERAÇÃO, NÃO DE QUESTÕES COMO DEPRESSÃO, DESEMPREGO, FOME OU DOENÇAS ENFERMAS, NÃO DIRETAMENTE, TALVEZ DIRIA DA SUPERAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM, FICOU CONFUSO?
É QUE NOSSO FILÓSOFO, DEFENDE O SURGIMENTO DO SUPER HOMEM, QUE SERIA A SUPERAÇÃO DO HOMEM DIANTE DE UMA SOCIEDADE QUE PERDEU TODOS OS SEUS VALORES, PRINCIPALMENTE A QUESTÃO DE DEUS. O GRANDE CLÍMAX DO HOMEM, SERÁ, QUANDO FOR CAPAZ DE SE LANÇAR AO ABISMO, SEM ACREDITAR EM NUMA SALVAÇÃO, SEM PROMESSAS DE VIDA ETERNAS OU UMA PONTE, PARA LEVÁ-LO AO OUTRO LADO DO ABISMO.


ENTÃO, LEIAM O ÚLTIMO EPISÓDIO DE CAVERNA DO DRAGÃO, E DEPOIS, DIALOGUEM COM Nietzsche (Assim falava zaratustra), E BOA DIVERSÃO.

domingo, 21 de março de 2010

SÍNTESE DO LIVRO: PROFESSORA SIM, TIA NÃO - de PAULO FREIRE

O livro em questão trata dos problemas da profissão do professor de forma objetiva e direta, onde visa que docência não é uma extensão familiar, mas sim uma profissão de importante. Quando o docente permite ser chamado de tio(a), deixa subentendido que tem relações de extrema afetividade com o aluno, isso se torna um problema, pois o aluno espera ter o aconchego e a mesma compreensão que teria diante de uma dificuldade em casa. O professor não é parente, porém é um sujeito responsável pela formação psicomotora e cognitiva de outro sujeito, afim de melhor o adequá-lo ao sistema.
Segundo Paulo Freire, além de ter responsabilidade com a formação do seu aluno, o professor tem a responsabilidade de se autoforma com estudos permanentes, mantendo sempre vivo o espírito investigativo, curioso e questionador. A leitura, que é a melhor formadora, deve ser feita de forma crítica, onde o leitor tem que se entregar ao livro fazendo sempre uma assimilação do que estar realmente escrito no texto. O professor deve investigar e investir em si próprio.
Outro ponto importante que Freire aborda, e no que diz respeito ao ensino dos alunos, onde geralmente são submetidos a uma educação repetitiva e monótona. Estudando conteúdos sem nenhuma ligação direta com seu cotidiano. O professor tem que ter o compromisso de ensinar não apenas as noções básicas das matérias, porém tem que levar o aluno ao seu próprio conhecimento incentivando-o a ser questionado e a ser curioso, fazendo sempre ligações entre o que é ensinado com a vida em sociedade. Ensina-lo a ler o mundo e a escrevê-lo de forma diferente, esta seria ser um dos primeiros objetivos da docência.
Infelizmente os conteúdos programáticos distribuídos pela secretaria de educação para as instituições de ensino não são formados por Filósofos. A teoria e a prática que deveriam andar juntas, andam em sentidos opostos neste sistema educacional. Muitos professores sabem o que deve ser feito, mas são desmotivados pelos próprios colegas, pela estrutura pedagógica, pela falta de cooperação da rede de ensino. Mas porque isso ocorre? O sistema capitalista não deseja pessoas críticas, isso não é lucrativo! Pessoas bem comportadas que só obedecem e consomem é o real interesse do Poder!
A utopia de Paulo Freire não sairá do papel se não mudarmos o Sistema.
Revolução sim! Mesmo que seja necessária a morte...
POR: L. LOPES

quarta-feira, 17 de março de 2010

PSICOLOGIA EVOLUTIVA

DE ACORDO COM SIGMUND FREUD, O CARÁTER DO INDIVÍDUO SE FORMA NA INFÂNCIA, MAS PARA ERIC, A FORMAÇÃO DO CARÁTER DO SUJEITO OCORRE TAMBÉM NA VELHICE.


Teoria Psicossocial de Eric Erikson


A teoria de Erikson advoga que a vida humana pode ser entendida em termos de estágios evolutivos. Em cada estágio da evolução humana alguma forma de ajustamento precisa ser feita ou alguma forma de aprendizagem deve ocorrer para tornar possível ao indivíduo alcançar os objetivos da vida humana plenamente amadurecida. A idade cronológica de cada período não é rigorosamente fixa, mas, dentro de um certo limite de idade, o indivíduo deve atingir determinada característica psicológica típica de cada estágio evolutivo da personalidade humana.
De acordo com a teoria de Erikson, a oito estágios evolutivos da vida humana. Cada um destes estágios representa uma fase crítica na vida do indivíduo. Basicamente à duas alternativas para cada estágio evolutivo. O indivíduo pode alcançar sucesso ou pode falhar no processo de ajustamento às demandas da vida e do meio social.
Os oito estágios da evolução humana são os seguintes:


1.INFÂNCIA (CONFIANÇA BÁSICA X DESCONFIANÇA BÁSICA):


Este estágio compreende aproximadamente o primeiro ano de vida pós natal. A principal crise evolutiva nesse estágio da vida é o estabelecimento de uma relação básica com o universo. Se a criança recebe o que necessita em termos de conforto físico, afeto e calor humano durante esta fase da vida, ela pode desenvolver uma atitude de confiança básica para com o seu mundo. E, o que é mais importante, ela incorpora esta confiança básica a estrutura de sua própria personalidade e se torna uma pessoa capaz de confiar em si mesmo e nos outros. A criança cuja as necessidades básicas foram atendidas adequadamente podem incorporar ao seu padrão de comportamento a noção fundamental de que o mundo não é, no final de contas, tal mau como dizem. É possível confiar no mundo ao nosso redor. É evidente que não tem ainda a capacidade de expressar verbalmente tal sentimento, mais, como ficou dito acima, a experiência é incorporada às estruturas psíquicas de comportamento que constitui a personalidade humana. Por outro lado, se as necessidades básicas da criança não são satisfatoriamente atendidas, ela pode desenvolver uma atitude de desconfiança, e mais tarde torna-se uma pessoa desconfiada ou até mesmo paranóica, que não pode confiar em si mesma ou no mundo ao seu redor.
Nesta fase da evolução da personalidade humana a relação pessoal mais importante que a criança mantém é com sua mãe ou com a figura materna com quem ela está mais intimamente associada. Portanto, o tipo de cuidado maternal que envolve a criança recebe é da maior importância para o desenvolvimento de sua personalidade. É nessa fase da vida que a criança forma o aconchego emocional mais duradouro da vida. Neste fato e demostrado tanto clínica como experimentalmente.


2.MENINICE (AUTONOMIA X VERGONHA E DÚVIDA):


Este estágio vai de um a três anos de idade; é a crise psicossocial deste período evolutivo. Nas próprias palavras de Eric: “A maior significação deste estágio reside na manutenção do sistema muscular, a conseqüente habilidade (é a duplamente sentida inabilidade) de coordenar um grande número de padrões de ações bastantes conflitivas tais como ‘sustentar’ e ‘soltar’, e o tremendo valor que a criatura ainda bastante dependente começa a atribuir à sua vontade autônoma.”
Esse estágio evolutivo está relacionado com o conceito psicológico da analidade. Em algumas culturas esse conceito pode ser de menos importância, mas nas culturas ocidentais, em geral, ele parece desempenhar importante papel no desenvolvimento da personalidade do indivíduo e na formulação de seus sistema de valores. É neste período que a criança começa a aprender a noção de ordem e pontualidade. Se for submetido a um tipo moderado e coerente de disciplina, o indivíduo poderá torna-se uma pessoa de hábitos higiênicos saudáveis, organizada e cumpridora de seus deveres. Se, porém, a criança é submetida a uma forma excessivamente rígida de disciplina, ela pode torna-se um indivíduo compulsivo e caracterizado por retentividade e meticulosidade em matéria de afeição, tempo, dinheiro, até mesmo com relação ao sistema excretório, como observa Erikson. Porque o radium de relações significantes nesse estágio evolutivo é ainda limitado aos pais; é deles que a criança adquire seu primeiro conceito de valores morais, e aprende pela primeira vez a noção de certo e errado. Do ponto de vista psicoanalíticos, com qual Erikson está de acordo, é provável que aqui se encontre o ponto de origem da consciência moral do indivíduo, ou pelo menos do senso de valores morais que aprendeu da sociedade a que pertence. “Esse estágio, portanto, se torna decisivo pelo estabelecimento da razão do amor e do ódio, entre cooperação e obstinação, entre liberdade e auto-expressão e sua supressão. De um senso de autocontrole sem perda da auto-estima resulta um sentido duradouro de autonomia e orgulho pessoal; de um senso de impotência muscular e anal, da perda de autocontrole, e do super controle paterno resulta em senso também duradouro de vergonha e dúvida.


3. FASE LÚDICA (INICIATIVA X CULPA):


Essa fase vai dos quatro aos cinco anos de idade; caracteriza a crise psicossocial desse período da vida humana. A criança procura identificar-se com seus pais e ser como eles em termos de iniciativa e de poder social. Seu desenvolvimento físico, que facilita sua movimentação, e o desenvolvimento da linguagem aumentam seu poder de limitada iniciativa como base de uma elevada e realista sensação de independência e ambição. Elikind salienta que se a iniciativa da criança é estimulada ou reconhecida pelos pais ela desenvolverá um senso adequado de ação independente. Por outro lado, entretanto, se a criança sente que sua atividade lúdica é boba e estúpida, ela pode desenvolver um sentimento de culpa em relação a qualquer atividade por ela iniciada, sentimento esse que persistirá através de toda a vida.


4. IDADE ESCOLAR (INDÚSTRIA X INFERIORIDADE):


Esse estágio compreende o período dos seis aos doze anos idade. Num ambiente criativo onde a criança pode manipular objetos, ela desenvolverá um sentimento de indústria. A criança nessa idade começa a produzir objetos e a pensar em si mesmo como um potencial criador como outros no mundo adulto a que ela pertence. Erikson diz que a criança nessa fase se ajusta às leis inorgânicas do mundo das ferramentas, desenvolve o gosto pela completação do trabalho, pela atenção firme e perseverante diligência. Por outro lado, se tal ajustamento não é alcançado nesse período, a criança pode desenvolver um sentimento de inadequação e inferioridade. De acordo com Erikson, esse período da vida é muito importante porque nele a criança deve adquirir a noção básica do ethos tecnológico de sua cultura. Essa espécie de identificação com o aspecto tecnológico da cultura é de fundamental importância porque sem ela o desenvolvimento subseqüente do indivíduo tende ou à alienação, que é a rejeição de sua cultura, ou à conformidade, que é a submissão passiva aos valores culturais existentes.
Do ponto de vista sociológico dois novos fatores são acrescentados à experiência da criança nessa fase do seu processo evolutivo. Do mundo mais ou menos limitado de sua família a criança parte para uma relação social mais ampla com sua vizinhança. E, mais importante ainda, ela começa sua relação com a escola, que é a Segunda mais importante agência humana no processo de sua socialização.


5. ADOLESCÊNCIA (IDENTIDADE X DIFUSÃO DA IDENTIDADE):


Esse período vai dos treze aos dezoito aos de idade. De acordo com a teoria de Erikson, a adolescência é o ponto crucial do desenvolvimento da personalidade humana.
Erikson baseou-se em sua própria vida e em sua pesquisa com adolescentes em diversas sociedades. A principal tarefa da adolescência é confrontar a crise de identidade x confusão de identidade para torna-se um adulto único com um senso de identidade coerente e um papel valorizado na sociedade. A crise de identidade raramente se resolve completamente na adolescência; questões relativas à identidade podem aparecer repetidas vezes durante a vida adulta.
Para formar uma identidade, os adolescentes devem afirmar e organizar suas habilidades, necessidades, interesses e desejos para que possam ser expressos em um contexto social. Erikson via como principal perigo desta fase a confusão de identidade (ou de papel), a qual pode retardar muito a conquista da maturidade psicológica mesmo até depois da idade de 30 anos.
A identidade se forma a medida que as pessoas resolvem três questões importantes:
1º - a escolha da ocupação;
2º - a adoção de valores nos quais acreditar, e segundo os quais viver;
3º - o desenvolvimento de uma identidade sexual satisfatória;


Durante a crise da terceira infância, a da produtividade x inferioridade, as crianças adquirem as habilidades necessárias para ter êxito em sua cultura. Agora, como adolescentes, elas precisam descobrir maneiras de usar estas habilidades.


6. ADULTO JOVEM (INTIMIDADE E SOLIDARIEDADE X ISOLAMENTO):


Essa fase da vida humana abrange o período dos dezenove aos vinte e cinco anos de idade. A maior necessidade psicológica do adulto jovem é alcançar um nível de satisfatório de intimidade com outro adulto jovem, especialmente com um do sexo oposto. A modalidade psicológica deste alvo ideal no desenvolvimento emocional do indivíduo é expressa por Erikson como sendo a habilidade de perder-se e achar-se no outro. Em outras palavras, o jovem adulto deve desenvolver a habilidade de dar e receber amor de modo maduro e responsável. Por outro lado, se a pessoa não alcançar esse alvo, sua tendência é isolar-se da vida social e tornar-se eventualmente incapaz de lidar satisfatoriamente com os problemas próprios da vida em sociedade.


7. ADULTÍCIA (GERATIVIDADE X ESTAGNAÇÃO):


Esse estágio vai dos vinte e seis aos quarenta anos de idade. Essencialmente, geratividade significa não somente a capacidade procriativa mas também a habilidade e responsabilidade de guiar as novas gerações.
Essa fase da vida humana pode ser bastante criativa. O homem nesse período da vida alcançou praticamente o nível de suas potencialidades e pode, tornar-se altamente produtivo. Por outro lado, se o indivíduo não alcança esse nível de criatividade pode caracterizar-se por estagnação ou auto-absorção. Sua vida se tornará rotineira e monótona e, por certo, dificilmente experimentará real prazer na vida. A falta de criatividade na fase da adultícia freqüentemente leva o indivíduo à crise emocional caracterizada por reclamações constantes sobre a falta de sentido da existência, formas infantis de busca de prazeres e, quase sempre, por comportamento hipocondríaco.
Atualmente, a existência de uma crise de meia-idade universal psicologicamente necessária está em dúvida. O trabalho de Costa McCrae, oferece fortes evidências da estabilidade da personalidade na meia-idade, e o modelo de regulação por eventos sustenta que o desenvolvimento da personalidade é influenciado menos pela idade do que pela época no qual ocorreram eventos importantes.
Ainda assim, a meia-idade é uma época especial, uma época de avaliação em relação a carreira e aos relacionamentos. Ela pode trazer a tona questões não resolvidas de identidade ou confusão de papeis, as quais, segundo Erikson, aparecem repetidas vezes ao longo da vida. As pessoas de meia-idade não estão apenas na meia-idade do ciclo de idade adulta, uma posição que podem olhar para trás e para frente de suas próprias vidas; elas também uni as gerações mais antigas e as mais novas.


8. MATURIDADE (INTEGRIDADE X DESESPERO):


Esse estágio final vai dos quarenta e um anos de idade até o fim da vida. Integridade é um conceito psicológico de grande importância; a integridade no sentido psicológico significa a unidade funcional do eu. O antônimo de integridade, portanto, é esquizofrenia ou divisão do eu.
Se o indivíduo alcança integridade no seu processo evolutivo, isto significa que ele se ajustará normalmente ao processo do envelhecer e do morrer. Será capaz de desenvolver uma adequada filosofia de vida na qual o viver se torna mais simples e no qual a morte é interpretada como fato normal relacionada com a própria condição de finitude do homem. Ou, como diz Rappoport, os ingredientes da integridade psicológica são: dignidade, sabedoria prática, crença na ordem e significação da vida, aceitação dos padrões de sua própria vida, e o sentimento de continuidade com as coisas que existiram antes e que existirão depois de nossa partida deste mundo. Quando entretanto, a pessoa não alcança o senso de integridade psicológica, experimentará o desespero. O indivíduo olha para trás e vê que não alcançou qualquer objetivo significativo na vida, e ao mesmo tempo sente que o tempo passou e que é tarde demais para recuperar o tempo perdido. Este sentimento de desespero pode levar o indivíduo a se tornar amargurado. Ressente-se de todos, inclusive de si mesmo, porque a vida para ele não tem qualquer significação.